G.R.C.S.E. MOCIDADE DEPENDENTE: DO
SAMBA
CARNAVAL 2013 - (MEU 49º CARNAVAL)
Devo dizer que este carnaval foi uma experiência prazeirosa, marcante e vitoriosa. Realizar o carnaval da MOCIDADE DEPENDENTE DO SAMBA definitivamente, além de mais um título, marcou positivamente o meu currículo de Carnavalesco. O time que encontrei na Mocidade é digno dos maiores elogios e incentivos: o comando firme e apaixonado do Presidente Piu e da Primeira Dama Denise tem tudo a ver com a materialização do tema, ou seja, eles fizeram mesmo o enredo acontecer, materializar-se, desfilar e vencer; o Mestre de Bateria, talvez o mais jovem que se tenha notícia, KAWUAN FERNANDES...sua percepção musical rítmica é digna de constar nos anais do samba; o time de canto e música então foi sem dúvida uma mola propulsora em nosso desfile, tudo sob do comando do espetacular RUDNEY que, além de excelente músico com seu cavaco, segurou a onda da escola no seu canto seguro e afinado. Enfim, muita gente mais foi responsável pelo título de campeã do Grupo de Acesso e que em outros momentos estarei dedicando uma página para cada segmento.
ESTA, PORTANTO, MAIS UMA OBRA DE MINHA MENTE PARA AS MÃOS COMPETENTES DESSES QUE A TRANSFORMARAM EM ESPETÁCULO:
G.R.C.S.E. MOCIDADE DEPENDENTE: DO
SAMBA
("Em um tempo onde os
Deuses e Heróis andavam na terra com os Homens.”)
Pesquisa, estilização
e enredo: JEAN HERRERO FLORES
(Existem várias
versões desta lenda do Panteão de deuses africanos. Decidí pela mais simples de
todas elas e ainda resumi em uma estilização própria, a fim de propiciar um
melhor entendimento do espetáculo que pretendemos apresentar)
O grande Deus Olodumaré
com Yrilés (pombos brancos) fez o ar e enviou Osalufã (orixá) para que criasse
o mundo. A ele foi confiado um Apò-Iwá (a sacola da existência que continha areia, uma galinha de
Angola e um camaleão).
A areia deveria ser
jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer
a terra. Por último, colocaria o camaleão para saber se estava firme. Osalufã
(Oxalufã) foi avisado para fazer uma oferenda ao Orixá Essú (Exú) antes de sair
para cumprir sua missão. Por ser um Orixá Funfun (dos mais antigos e poderosos),
Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim, negligenciou a oferenda. Essú
descontente , resolveu vingar-se de Oxalufã, fazendo-o sentir muita sêde.
Não tendo alternativa
Oxalufã furou com seu Apaasoro (PAXORÔ) o tronco de uma palmeira(DENDEZEIRO).
Um líquido refrescante dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua
sede, embriagou-se e acabou dormindo. Olodumaré, vendo que Oxalufã, não cumpriu
sua tarefa, enviou Odùdúwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que
Oxalufã estava embriagado, Odùdúwa recebeu o direito de vir e criar o mundo.
Após Odùdúwa cumprir
sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a ela, descendo dos céus para a
dança dos fundamentos dos orixás.
Odùdúwa interveio
novamente, e criou os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados
com vida por Olodumaré.
Odùdúwa tornou-se a
primeira a reinar em Ilê- Ifé.
Distribuiu seus sete
filhos e os orientou para criar novos e vários reinos no Ilê-Ifé, formando as
sete nações de YORUBÁ.
Por fim, Olodumaré,
com seu sopro divino, criou as matas e todos os animais.
Mais tarde os Orixás
retornaram ao Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser
cultuados seus toques, comidas e costumes, para que fossem continuados pelos
seus descendentes.
